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#QueremosOsCartuchosDeVolta!

Acabo de ter uma excepcional idéia no Twitter, que será melhor explicada nesse post.

Direto ao assunto, isso é um cartucho ou uma fita de videogame comum:

Uma fita normal.
Essa já não é tão normal assim =/

Antigamente, cartuchos eram usados para o armazenamento de dados de jogos, como imagens, sons, vídeos etc, tecnologia que foi substituída por CDs, DVDs, Blue Rays ou até mesmo HDs. Essas simpáticas fitas possuíam um espaço de armazenamento tão pequeno que chega a ser engraçado hoje. Se repararem na capa abaixo (muito bela por sinal), na posição inferior à esquerda, observarão que esse enorme trambolho possuía apenas 1 Megabit de dados:

Megaman com arma na mão? PORRA CAPCOM

Ainda que as fitas evoluíssem muito com o passar dos tempos, não puderam competir de igual pra igual com as novas mídias como os CDs. Isso influenciou diretamente nas vendas de jogos, fazendo com que o Playstation da Sony superasse o Nintendo 64 e conquistasse seu espaço no mercado. Por mais que o Nintendo 64 tivesse muito mais capacidade de processamento, como iria competir com seus cartuchos de até 64 Megabytes contra os CDs de Playstation com 650 Megabytes? Isso sendo que o custo de fabricação do CD era menor, fazendo com que muitas empresas parceiras da Nintendo trabalhassem exclusivamente com a Sony. Erroneamente muita gente pensa que o Playstation era mais “forte” ou mais “poderoso” por exibir vídeos e até mesmo melhores gráficos. Nada, o problema era essa “pequena” diferença.

Provavelmente você vai perguntar “mas se tem essa diferença porque voltar com os cartuchos? Qual a vantagem deles?”. Ahá, aí que tá. Se você pensar um pouco, saberá que na verdade as fitas de videogame daquele tempo eram ROMs, ou seja, memórias somente leitura que armazenam os dados do jogo. Diferente dos CDs e demais mídias, as informações armazenadas em ROM são imediatamente disponíveis, ou seja, não existe um custo de ler os dados no CD ou DVD e carregá-los em alguma memória auxiliar para que assim seja feita a leitura. É por isso que você tinha que esperar por segundos ou até mesmo por minutos de loading no Playstation. Com o avanço da capacidade de armazenamento das memórias de hoje até que ficaria mais conveniente usá-las, não acha?

Continua olhando, pois vai carregar algo acima. É sério.

A segunda grande vantagem das fitas: seu hardware é naturalmente extensível. Em outras palavras, o hardware pode ser modificado para a inserção de co-processadores, mais memórias ou tudo que vier a sua mente. Dois grandiosos exemplos: o chip Super FX do SNES e o lock-on do Mega Drive.

O Super FX era uma tecnologia que inseria um chip co-processador em alguns jogos de SNES, como Star Fox e Super Mario World 2: Yoshi’s Island. Com ele, o SNES, que vinha de fábrica com um simples processador de 16 bits, clock que não passava dos 3,58 MHz e uma RAM de 128 kB, podia mostrar centenas de polígonos ou avançados efeitos 2D na tela, como os dos vídeos:

Já a tecnologia Lock-On da Sega fazia com que que dois ou mais diferentes jogos pudessem se combinar, de maneira que uma fita acesse dados de outra, dando a elas novas funcionalidades. Essa tecnologia foi usada por exemplo no jogo Sonic & Knuckles.

Ao inserir a fita Sonic 3 em cima da Sonic & Knuckles, era possível estender o jogo anterior e o novo.

Aliás, a Sega sempre buscou esse e outros tipos inovadores de tecnologia. No entanto, convém não exagerar…

A foto fala por si só...

A terceira e última razão é a beleza por trás desses cartuchos… Colecionadores ou verdadeiros fãs de jogos se orgulham de ostentar suas fitas. Não tem o mesmo charme ou graça de um monte de CD ou DVD sem capa e escrito com caneta preta. Download então nem se fala. Já imaginou o colecionador do futuro exibindo um print screen do Windows cheio de arquivos e chamando aquilo de sua biblioteca de jogos? Inadmissível.

Olhe essa foto sempre que pensar em fazer um download ou gravar um DVD. Seja infeliz por isso.

E é isso, espero que tenha convencido-os dos benefícios que teríamos com a volta das fitas. Mais posts sobre o assunto serão escritos, se assim quiserem. Comentem, pois comentários servem como um importante feedback.

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5 comentários sobre “#QueremosOsCartuchosDeVolta!

  1. Ae, Ceboludo. Se amarra num feedback, hein?
    Ainda bem q o cd sobreviveu senão eu não teria meu ps2 com mais de 100 jogos. Eu quero é jogar e não colecionar. De coleção ja tenho meus Pokémons no ds. Alem do mais onde eu manteria uma coleção tão grande? Claro q não tem mais aquela diversão de ficar num jogo direto ate zerar e partir pra outro, mas ainda prefiro desse jeito.
    Agora fala frustrum.

  2. Será que não dava pra usar memória flash pra escrita apenas?
    Daí os pendrives seriam os novos cartuchos.
    Porém não existe mídia que chega perto do preço do Blu-ray com mesma capacidade de armazenamento..

  3. Realmente manter uma coleção tão grande em cartuchos seria muito complicado em termos de espaço, mas o que o pessoal não considerou é que hoje é comum ter 100 jogos para ps2 porque esses jogos são piratas.
    Agora veja se algum brasileiro da classe média tem 100 jogos de ps3 ou ps2 originais? Acho dificil achar.

    No mais os cds originais tbm são tão charmosos de ter quanto um cartucho, e também são bastante duráveis. Tenho cds originais com mais de 15 anos funcionando perfeitamente.

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