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5 modificações de jogos mais bizarras feitas pela Tec Toy

Tec Toy e Master System, uma parceria lendária que marcou várias infâncias. Quem não se lembra das versões de “Mônica no Castelo do Dragão” ou “Turma da Mônica em: O Resgate”?

Tudo bem que era bizarro ver a Mônica interagir apenas com monstros bizarros e enfrentando um dragão cospe fogo do Capitão Feio (desde quando ele treina dragões afinal?). E desde quando um inimigo é derrotado quando você adivinha seu sanduíche favorito? E o vilão do jogo, Capitão Feio, que nunca aparecia no jogo?

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Renda-se, Duque Armadura!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu nunca entendia a relação desse jogo com o universo da Turma da Mônica, pois tinha pouca coisa a ver (na verdade nada mesmo). O jogo original, chamado “Wonderboy in Monster Land” tinha um personagem com pouquíssimo ou nenhum apelo ao público brasileiro. Numa época sem internet e com as locadoras de video-game no auge, muitas vezes a única informação que existia para comprar um jogo era o apelo da capa. Como vender então os jogos desse personagem sem qualquer graça ou carisma?

Você compraria isso daqui só pela capa?
Você compraria isso daqui só pela capa?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acabou sendo uma jogada de mestre da Tec Toy, empresa responsável pelas vendas de Master System e Mega Drive no Brasil, obter uma licença para lançar jogos de personagens super populares, como a Turma da Mônica.

Mas nem tudo são flores. A Tec Toy acabou exagerando um pouco nessa estratégia e lançando jogos muito bizarros, colocando personagens em contextos sem qualquer nexo e criando verdadeiros fracassos. Nesse post enumero alguns deles.

5. Sapo Xulé

Quem foi criança no Brasil durante os anos 90 certamente já ouviu falar do Sapo Xulé. É um personagem baseado na música do cancioneiro popular “o sapo não lava o pé”. Se não me engano ele começou com um brinquedo da Estrela que tinha um pé fedido, mas que se estendeu para desenhos animados na TV, filmes e jogos para o Master System!

Um sapo que luta Kung Fu? E se ele luta Kung Fu porque ele está usando um quimono de Karatê?

E se você pega um “jogo de navinha” e pede pra um ecochato modificar pro Sapo Xulé temos… Um sapo que não lava o pé mas que odeia uma lagoa poluída com fósforos que explodem debaixo d’água( ?) e tesouras.

4. Castelo Rá-Tim-Bum

Acho que é o único jogo da lista que não é uma modificação. Isso explica o cenário horrível. Não adianta Tec Toy, não é uma boa ideia usar o Paintbrush pros gráficos de um jogo.

3. Chapolim vs Drácula

Cometer erros ao desenvolver um jogo acontece, mas errar o nome do personagem? Pobre Chapolin. E com tantos vilões, por que botaram o pobre coitado pra enfrentar o Drácula? Tudo bem que o Drácula sempre apanhou dos Belmont, mas apanhar pro Chapolin já virou palhaçada. Ao menos ele tem a marreta biônica pra ajudar. Não que faça diferença pois o jogo é extremamente difícil…

2. Geraldinho

Pegaram um jogo que originalmente já era ruinzinho (Teddy Boy), botaram o boneco do Geraldinho terrivelmente mal feito no lugar e o resultado… Algo que mal vale a pena ser comentado. Aliás, por que escolher logo esse personagem pra um jogo de Master System? A Tec Toy faria uma continuação com o Geraldão, por exemplo?

1. Tv Colosso

 Notem que logo na abertura o Gilmar toma uma poção que o deixa super forte e a Priscila anda igual ao Homer Simpson. Aliás, qual a razão da fúria dos dois que de repente começaram a socar tudo pelos ares?

É preciso dar méritos a Tec Toy. Pegar um jogo do Asterix e transformar em TV Colosso é para poucos. Vai ver por isso que o programa original acabou. Era vergonhoso demais continuar existindo depois dessa bizarrice. Mas pelo menos o jogo é bom.

E esse foi mais um post da C2 Games. Vamos encerrá-lo agora com uma notícia urgente de última hora:

http://www.fliperamablog.com/post/1987/zeebo-tem-queda-de-preco-devido-ao-sucesso-das-vendas

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